Já é, cara, falou? Valeu. Até parece, ninguém merece…
Elisa Herron-Sweet
Gostaria de começar com uma estória que para mim mostra um lado importante da minha aprendizagem da língua portuguesa aqui em Niterói. Nós quatro – eu, Ruby, Roberto, e Ashley – temos uma aula todos juntos, Sociologia do Desenvolvimento no Brasil. Umas semanas atrás, a gente teve uma prova super difícil e preparou muito. Depois de aprender sobre vários conceitos e teorias, ler um monte de textos, memorizar listas e nomes, etc, para a prova, chegamos na hora e a professora anunciou que nós quatro poderiamos escrever a prova em inglês! (Isso já aconteceu em outra aula – acho que os professores gostam de mostrar que sabem inglês.) Claro que desistimos imediatamente pelas razões óbvias, mas fiquei pensando no assunto enquanto escrevi minhas respostas. Dei conta de que eu não sabia as traduções direitas ou corretas para todas as palavras e conceitos que estava usando em português com facilidade; essa prova feita em inglês seria virtualmente impossível no momento! Foi muito interessante a percepção de entender uma coisa em português e não inglês; percebi que estou criando uma esfera na mente em que só existe português.
Além desse incidente interessante, tive outras aventuras com a língua portuguesa este semestre. Quando estávamos conhecendo novas pessoas, começamos a falar muito sobre palavras de gíria, palavrões, e palavras sexuais (claro). Nessas conversas de troca português/inglês, chegamos a alguns termos em inglês que nos deixou sem palavras em português. Quando tentamos explicar vários conceitos que têm palavras bem usadas nos Estados Unidos, descobrimos que a falta de vocabulário indica uma falta deste conceito social na cultura. Por exemplo, “sketchy”, para referir a uma pessoa ou situação, não tem tradução e nem o conceito existe. Entender que não existe é muito importante para entender a sociedade porque pode explicar o comportamento de algumas pessoas que seria inaceitável nos Estados Unidos. “Random” e “awkward” são outros exemplos, no sentido que adolescentes usam nos Estados Unidos, que não dá para explicar em português para um brasileiro.
Outro assunto acho de interesse que faz parte da língua e a cultura. Usam muitos mais gestos aqui do que nos EUA, frequentemente usados como substituto para palavras. Por exemplo, existem gestos comuns para indicar cheio ou lotado; para indicar muito tempo atrás, no passado; para indicar uma falta de importância, ou seja, “whatever”; para indicar gostoso, com referência a comida; para indicar “tudo bem”; para indicar dinheiro ou uma coisa cara. Sabendo o uso correto desses gestos é de alta importância, como um tipo de vocabulário que só existe dentro da sociedade brasileira.
Tenho várias formas da língua para utilizar. Existe a fala na sala de aula, acadêmica e a mais fácil. Tem a fala de capoeira, palavras e termos que nem têm tradução, só sentido para os que são parte do grupo; é uma língua que entendo bem (mesmo se não faço a capoeira mesmo muito bem). Existe a fala na rua, nos bares, informal e leve, cheia de gíria e expressões, confusão. Também tenho que usar a fala de crianças, com sua própria gíria e piadas e expressões. São essas e mais as minhas categorias da língua; tenho encontros com cada uma que sempre me deixa enriquecida de uma maneira ou outra.
Claro que aprendi muito aqui, mas minha relação com a língua é ainda uma de uma estrangeira, uma gringa. Brasileiros ficaram impressionados com meu português mas raramente acham que sou brasileira, e quase nunca carioca (não ajuda que sou super branca e loura). A fala é tão musical, o sotaque carioca tão forte; atingir esse nível da língua vai requer muito mais tempo aqui.
Sempre ouvi falar que você realmente sabe uma língua quando começa a sonhar na língua. Bem, nunca lembro meus sonhos, mas outro fenômeno interessante começou há mais de um mês – estou lembrando minhas memórias em português. Memórias que aconteceram em inglês, eu automaticamente traduço na mente e lembro como se fosse português. Até conversas com minha família e amigos que não sabem nem uma palavra de português, aparentemente eu tive todos os meus momentos com eles em português. Tenho que fazer um esforço mental para mudar a memória para o seu jeito correto, em inglês. Mas fico com orgulho que minha mente está programada para português agora, parece que eu já avancei bastante nessa língua bonita.
ELISA HERRON-SWEET
Eu já vi centenas de pessoas morrer aqui no Brasil, e muitos mais atos de violência e tortura. Como assim? Porque eu já assisti três filmes famosos: Cidade de Deus, Tropa de Elite e Cidade dos Homens. A violência destaca-se nos filmes brasileiros, e essa passa a ser a imagem geral do país. Nos Estados Unidos, quando eu disse para amigos que eu ia estudar no Rio de Janeiro, eles exclamaram: “Brasil? Rio de Janeiro?! Isso não é super perigoso??” Os brasileiros reconhecem que seu país tem os índices mais altos do mundo em violência urbana, seqüestros, assaltos, roubos, violência no lar e contra mulher. Os três filmes mencionados têm como tema a guerra nas favelas do Rio; seja a guerra entre bandos ou a guerra entre os bandos e a polícia, tudo baseado no tráfico de drogas. A revista Época nomea Tropa de Elite “o filme mais quente do ano” e mostra uma guerra em que os dois lados usam formas extremas de violência; o sucesso do filme que ainda não é lanceado indica “o fascínio que a violência exerce sobre os jovens”.
Violência é evidente na minha vida aqui também: o irmão na casa de Ruby foi assaltado com uma faca em nosso bairro. Meu pai desistiu de levar a família para um jogo na Maracanã por causa da potencial para violência dentro do estádio. Onde eu faço trabalho voluntário em Niterói, são frequentes os incidentes de violência entre as crianças, de idade 6 a 11. Uma das professoras me falou sobre a violência que as crianças experimentam em casa e nas suas favelas; eles ficam acostumados a essa maneira de agir e reagir no dia-a-dia. Parece que a violência torna-se um ciclo vicioso, que vai continuar enquanto a situação social no Brasil continua como é agora.
Na minha leitura sobre a violência no Brasil, um tema repete: violência não é doença social – é sintoma. E as causas são sempre iguais: pobreza, concentração de renda, exclusão social, desigualdade social. Porque essa pobreza e desigualdade geral são tão prominentes no Brasil? Como eu vejo, as condições no Brasil agora são o resultado de uma longa história que começa com uma colonização de exploração e segue com os anos de repressão e escravidão. Meu professor da aula Organização Social e Política do Brasil fala da presencia da violência prevalente na história colonial e imperial: a primeira relação de violência entre os portugueses e os indígenas, a violência em trazer africanos e o tratamento deles (a relação entre senhores e escravos), a violência das guerras com outras forças europeas. Meu professor da história moderna do Brasil continua o tema, com a violência física e simbólica (tortura e censura) do Estado Novo e da ditadura militar. A violência parece uma verdadeira tradição do Brasil.
A violência que surge predominentemente das favelas nas grandes cidades evoluiu na segunda metade do século XX, com a chamada “nova pobreza”. (A informação e os conceitos deste paragráfo vêm da professora Selene Herculano.) A industrialização e urbanização causaram grande migração internal, a maioria sendo camponeses do nordeste chegando nas cidades grandes, especialmente Rio de Janeiro e São Paulo. Essas pessoas do interior – normalmente pobres e analfabetos – acabam ficando na periferia das cidades, criando as atuais favelas. A pobreza acabou reproduzindo-se dentro das cidades, um conceito que pode ser chamado “metropolização da pobreza”. A marginalidade e exclusão que eles enfrentaram nas favelas criaram uma sub-cultura de agressividade e violência. Depois, o tráfico de drogas entrou nas favelas, um femóneno (tratado nos filmes mencionados) que trouxe violência entre bandos e com a polícia; as drogas também compraram as armas usadas casualmente nas favelas, que fazem as áreas tão perigosas.
Se entendemos a violência como uma sintoma que indica os problemas mais graves da pobreza e das drogas, temos que atacar essas fontes para acercar-se da questão da violência. Na aula “Sociologia do Desenvolvimento no Brasil”, limos o livro “A Segunda Abolição: Um manifesto-proposta para a erradicação da pobreza no Brasil”, escrito pelo acadêmico e político Cristovam Buarque. Ele vê o problema básico do Brasil sendo a pobreza e profunda desigualdade que resulta em exclusão social. A sociedade brasileira, daqui a pouco, vai alcançar uma altura em que a pobreza extrema e seus resultados não sejam aceitáveis mais. Com uma vontade comum, a sociedade vai juntar para inventar uma solução; neste fim, Buarque propôs medidas simples e de base para erradicar a pobreza. Os ricos vão ajudar (e vão ter que sacrificar um pouco do seu luxo) porque eles vão chegar ao conclusão que o fim de pobreza vai elevar sua qualidade de vida – em outras palavras, a elite vai tornar-se cansada da situação. Uma parte dessa situação é a violência, sempre uma ameaça no Brasil – sem essas concentrações de pobreza como as favelas perigosas, a violência vai diminuir a as vidas de todos vão ser normalizadas.
Para Buarque, a prioridade é a educação; tem que começar com as crianças para quebrar o ciclo violento. A base dos seus planos é a Bolsa Escola, que paga famílias para as crianças ficarem na escola. Ele faz uma lista de 28 benefícios da Bolsa Escola, um deles sendo “a redução da violência social”, com a explicação: “Ao pagar uma renda, a Bolsa Escola reduz a parte da violência provocada diretamente pela escassez que sofrem os pobres”. Quase todas as suas “medidas simples” têm como efeito positivo a redução de violência: a poupança escola, construção e equipamento de escolas, incorporação cívica dos jovens, reforma agrária, casa para todos. Pessoas têm que ser educadas e ocupadas ou empregadas (longe das drogas), e o índice de violência e crime vai cair.
As conclusões de Buarque são comuns: na revista Época, li um artigo entitulado “Mais diplomas, menos crimes”, dizendo que pesquisa mostra “investir na escolaridade ajuda a reduzir as estatísticas de violência”. Isso acontece, em parte, porque “no colégio, os alunos são obrigados a seguir regras mínimas de convivência e podem ter mais facilidade de absorver valores de civilidade” (109). Tenho uma professora que expressa sua repugnancia à falta de investimento na educação no país, desde os primeiros tempos da colonização; agora é hora para mudar essa tradição. Com uma vontade da população e um pouco de dinheiro do governo, a situação pode ser melhorada dramaticamente.
Estudantes na minha aula de Ciência Política ofereceram a opinião que uma das razões pelo aumento em violência nos últimos vinte anos pode ser vista na constituição de ’88 e as próprias leis do país, que não distribuem castigo suficiente para desencorajar crime. Então, uma solução deve incluir a força do governo para castigar mais as drogas, as armas, e os crimes. É só que o povo e o governo brasileiro têm que resolver-se a atacar esse problema que afeita profundamente cada pessoa nesse país. Com vontade e ação comum, essa tradição violenta não tem que perpetuar-se.
Fontes:
Palestras dos Professores Jorge Ferreira, Selene Herculano, e Marco Antonio da Rocha; todos da UFF.
Filmes referenciados: Cidade de Deus (Fernando Meirelles 2002), Cidade dos Homens (Paulo Morelli 2007), Tropa de Elite (José Padilha 2007).
Mendonça, Martha e Nelito Fernandes. “Tropa de Elite: Polícia, Drogas, Ação”. Época, No 188, 24 setembro 2007. 92-9.
Azevedo, Solange. “Mais diplomas, menos crimes”. Época, No 188, 24 setembro 2007. 107-9.
Buarque, Cristóvam. A Segunda Abolição: Um manifesto-proposta para a erradicação da pobreza no Brasil. São Paulo: Paz e Terra, 1999 (2a ed.)
Dutra, Valvim. “Causas da Violência no Brasil.” http://www.renascebrasil.com.br/f_violencia.htm
Joel Valverde dijo:
El tema de aborto es algo muy controversial hoy, en todos los países. Acá en Uruguay, el senado recientemente votó a favor de la legalización del aborto, pero, no es totalmente cierto.
Leí un Articulo en El País que tenía un enfoqué de los médicos que participar en prácticas abortivas. El concepto de la “objeción de conciencia” es algo que permitir los médicos objetar contra la operación de los abortos. Yo había pensado que el articuló sería muy interesante, pero, he encontrado mis observaciones de la gente ser más significante.
La ley en Uruguay va a sancionar que toda mujer por su voluntad pueda interrumpir su embarazo durante las primeras 12 semanas. La mujer necesita alegar ante un médico las condiciones de la concepción, como una violación, situaciones de penuria económica, sociales, familiares, etáreas, que a su critrecio le impida continuar con el embarazo. También, el aborto puede realizarse cuando el gravidez llega un grave riesgo para la salud de la embarazada.
Aunque hay habla sobre un veto posible de Vasquez, será muy difícil, dado el voto que ya pasó en el Senado.
Me alegro ver el progreso de aborto, porque todos de las mujeres que se encuentra embarazada no siempre están listos o tienen capaz criar niños saludables. También, soy a favor del aborto porque las medidas sacadas por las mujeres que tratan interrumpir el embarazo sin ayuda adecuada de médicos. Fui al Plaza de 33, que es localizado en el Centro de Montevideo, en fin de oír la opinión de la gente. Busqué por una persona que parece como lo que había visto lo más durante su vida. Después de unos fallados, conocí una mujer que tiene mucho para decir del aborto. Me dijo que unas de sus amigas tiene una hija que estaba embarazado. La hija, como muchas otras en Uruguay, traté con su amigo abortar el embarazo sin ayuda medical, y no pasó bien. La chica se murió horas después. Ella me dijo que es a favor de aborto porque de las muchas muertes que ha estado causado porqué de la ley estricta.
También, hablé con mi amiga Estefanía sobre este tema candente de Uruguay y Argentina. Ella me dijo que para interrumpir el embarazo, es común por chicas pagar mucho, como 1000 dólares, a los clínicos que operan ilegalmente. Ahora con la legalización pendiente, será interesante como la escena cambia.
Elisa
Queria responder ao post de Jennilee (gosto do novo nome!)
É interessante que você acha Floripa parecida com São Diego, minha cidade. Acho que as cidades são mais ou menos do mesmo tamanho e têm o mesmo tempo durante o ano – e claro, as duas ficam no mar bonito! Que legal que você está na versão brasileira da minha cidade e que eu vou morar lá também no semestre que vem!
Concordo com suas observações sobre as favelas. No Rio, tem uma grandíssima área coberta de favelas, mas aqui em Niterói estão localizadas mais nas margens. Tem uma favela aqui em São Francisco, na base da montanha. É tão interessante como é fácil identificar essas áreas de favela, exatamente iguais como aparecem nos filmes e fotos que eu já vi. Ainda não entrei numa área de favela, mas se tiver a oportunidade e for seguro, eu gostaria.
É super interessante que você não vê a diversidade tão forte lá em Floripa – isso é uma diferencia bastante regional no Brasil. Lá no Sul do país, tem essa influência europea, mas aqui é mais misturada. Aqui no Rio, a diversidade é sempre aparente, com a maioria da população de cor morena. Talvez em Floripa eu seria normal, mas aqui as pessoas me acham super americana e loura todo o tempo.
Também eu queria saber como é que você conhece pessoas – é difícil? Só porque a gente está aqui num grupo de quatro, não estou sozinha como você. Você já tem amigos bons? Espero que sim. E você está gostando da universidade e suas matérias? Tá então, só estou curiosa sobre as suas experiências.
Beijos!
ESTE WEBLOG ES IMPOSIBLE A USAR!!! Acá es el texto de mi trabajo:
La historia de América Latina está marcada por un desarrollo económico muy distinto que la de Europa o los Estados Unidos. Durante las primeras décadas del siglo XX el precio inferior de la transportación como resultado de grandes cambios de infraestructura logró la integración nacional de la mayoría de los países de América Latina, específicamente Argentina. Las inversiones extranjeras (no internas) de Gran Britana, Francia y Alemania llegaron al país para construir la red de ferrocarriles y todos los tipos de infraestructuras con el fin de mejorar el proceso desde la cultivación hasta la exportación actual a los países europeos. Hacia 1929 el desarrollo económico de esta región ya fue limitado al mejoramiento en la producción de exportaciones. No había mucha actividad industrial y el modelo económico fue muy parecido al del siglo XIX: enfocado en las exportaciones agrícolas y minerales. Durante esta época, los vínculos entre la economía nacional de Argentina y la economía mundial eran fuertes; la expansión de la economía argentina reflejó claramente la de la economía mundial. Así las economías de los países latinoamericanos, incluyendo Argentina, crecían al ritmo de los países europeos por la inversión, las compras de las exportaciones y también por sus emigrantes (las mismas personas que fueron los inmigrantes a Argentina y se convirtieron en la mano de obra industrial) (Mastromauro, 1998).
A partir del momento en que los EEUU se convirtieron en el máximo poder industrial mundial, después de la primera guerra mundial, la forma de intercambio entre los países latinoamericanos y Europa (en su mayor parte con Inglaterra) cambió. En vez del sistema antiguo, apareció un sistema tripartito donde los países latinoamericanos dependieron más de las importaciones de los EEUU, pero continuaban exportando a un precio más bajo a los mercados europeos (González, 2006). Desafortunadamente, América Latina no logró exportar sus productos agrícolas a EEUU en vez de Europa porque la primera potencia mundial por un lado producía también cereales, algodón, azúcar y carne y por otro lado sabía proteger estos mismos con un sistema eficaz de aranceles altos sobre productos importados. Esto fue un problema para América Latina.
Como resultado de la caída de la bolsa en 1929 y el comienzo de la recesión mundial había menor demanda para los productos latinoamericanos en los países industrializados de Europa y EEUU y por eso menor ganancias de exportación. Esto tuvo un enorme impacto en América Latina y les mostró a los países que un cambio fundamental en su modelo económico era necesario: un cambio industrial para ser más invulnerables al mercado mundial y para lograr una industria de auto-suficiencia (Mastromauro, 1998).
Entonces, comenzó el proceso de la industrialización por sustitución de importaciones que representó una intervención directa por la parte del gobierno: la nacionalización de muchas de las industrias domesticas (especialmente en el sector textil). La industria se desarrolló orientada al mercado interno, con una presencia fuerte del Estado, para crear un sentimiento de auto-suficiencia. Es importante notar que la Argentina experimentó una cierta industrialización pero no se transformó en un país "industrializado" como muchos de los países más poderosos del mundo. La nacionalización de estas industrias culminó en la acumulación de mucha deuda privada por parte del gobierno. Esto, y otra deuda que fue acumulada por el gobierno como resultado de proyectos fracasados de servicios sociales, puso mucha presión en la economía y las industrias argentinas. Al final de la dictadura militar en Argentina en 1983 el desempleo había alcanzado el nivel más alto en la historia del país.
Desafortunadamente, la llegada de un gobierno democrático en la forma del presidente Raúl Alfonsín no logró corregir todos los errores del pasado. A parte de los problemas económicos, ellos tuvieron que resolver la herencia terrible de la Guerra Sucia (y todos los desaparecidos) y la guerra de las Malvinas que había dejado como resultado un desastre (Brown, 2003). Para resolver todos estos problemas, la época de neoliberalismo nació con sus principios principales de lasser faire, inversión externa, la venta de negocios nacionalizados al sector privado, un énfasis en exportar y un relajación de regulación gubernamental (Brown, 2003). Aunque el plan económico de Alfonsín, nombrado el Plan Sur, tuvo éxito al principio, citando la bajada de inflación desde 360% a 24% en 1986 y el crecimiento del producto bruto interno (PBI) por un 10% en el mismo año, en 1988 Alfonsín y su gobierno admitieron un fracaso completamente (Brown, 2003). Las empresas del gobierno y también las del sector privado no pudieron ganar plata y el gobierno no tuvo suficiente dinero; sólo 30.000 argentinos pagaron los impuestos sobre la renta de las 30 millones en el país en 1988. Así podemos ver como el gobierno de Alfonsín perdió su poder y control sobre Argentina. Entonces, en junio del 1989 Carlos Saúl Menem llegó a ser presidente de Argentina. Como candidato del partido peronista, Menem puso personas del régimen militar antiguo en posiciones de poder y adaptó la privatización de todas la industrias como eje de su política. Él quería reducir la deuda nacional de Argentina con las ganancias de las ventas de los negocios nacionalizados al sector privado y decía que esto era la única manera de bajar la inflación galopante (el propósito central de su gobierno).
El ministro de economía, Domingo Cavallo, adaptó las estrategias de la Escuela de Chicago (que fueron establecidos por el ganador del premio Nobel de economía Milton Friedman y que fueron aplicadas exitosamente por la primera vez en Chile para bajar la inflación durante la dictadura militar de Augusto Pinochet) para fijar el peso argentino uno a uno con el dólar estadounidense (conocido como la Ley de Convertibilidad). Esta reforma monetaria provocó una bajada inmediata de inflación desde más que 3.000 % a menos que 20 % en sólo tres años (Brown, 2003). Pero como pasó con muchos otros gobiernos argentinos había rumores de corrupción en las posiciones mas poderosas del gobierno de Menem. Hoy se sabe que Menem estaba creando prosperidad económica gracias a créditos de países externos y inversionistas privadas de Europa y de los EEUU; durante su presidencia la deuda nacional creció desde U$D 62 billones hasta 127 billones. Menem le pidió prestado este dinero (que se convirtió en deuda nacional) a los inversores y países para eliminar la diferencia entre los gastos del gobierno y la falta de ingresos de impuestos, una diferencia que fue el resultado de la falta de ganancias de las empresas recién privatizadas. Entre los años 1990 – 1998 Menem vendió 55 empresas nacionalizadas por casi U$D 23 billones. Como resultado, el porcentaje de desempleo alcanzó otra vez a 17% de la población trabajadora en 1997 (que representa la perdida de casi 600.000 trabajos) y 50% de la población nacional fueron considerados bajo la línea de pobreza (Brown, 2003 y Lavaca, 2004).
Al principio de este siglo grandes ahorristas empezaron a convertir sus pesos en dólares en grandes cantidades y después transfirieron sus dólares a bancos en el extranjero como resultado de un pánico económico y temiendo una devaluación del valor del peso argentino. Al principio de diciembre del 2001 el gobierno argentino creó “el corralito.” El corralito permitió que sólo pequeñas cantidades de dinero pudieron salir de los bancos argentinos y mucha gente se enojó, manifestando su frustración en demostraciones públicas y una forma de protesta que se llamaba “cacerolazo.”
Saliendo de estos problemas sociales y económicos fue el motivo de empresas/fábricas recuperadas por sus trabajadores. Este movimiento trató de otorgar poderes a los trabajadores de las fabricas o empresas que fueron saqueadas por sus dueños durante el gobierno de Menem y finalmente cerradas después de la crisis del 2001(Vieta, 2005). La verdad es que este movimiento surgió de una necesidad urgente más que de un movimiento social porque millones de personas quedaban sin trabajo suficiente para mantenerse; más que 20% de la población en Argentina, unos de los gigantes industriales de América Latina en 2001 (Trigona, 2006). Hoy en día existen entre 170 y 180 ERTs que son empresas pequeñas y representan a casi 13.000 empleados en la Argentina (Vieta, 2005). Aunque como porcentaje no tiene mucha significancia en el mercado laboral, es muy importante porque muestra una alternativa viable a las soluciones tradicionales del estado y de los sindicatos con personería jurídica. Como fuerte lazo entre los trabajadores y muestra de un sentimiento colectivo contrarresta el sistema capitalista y explotador que expuso a esta gente al desempleo. Gracias a la autogestión y una motivación inmensa muchas de las empresas/fábricas han sido recuperadas haciendo frente a las circunstancias graves de la economía argentina y a un gobierno que seguía insensible a las necesidades de la clase trabajadora (Vieta, 2005).
Las empresas/fábricas recuperadas por sus trabajadores representan sectores muy diferentes de la economía desde la educación hasta el refinamiento de petróleo. Todas las ERT tienen el “eslogan” común de “ocupar, resistir, producir” para mostrar las tres etapas distintas que cada empresa ha atravesado para alcanzar su autogestión (Vieta, 2005). “Ocupar” significa la acción verdadera de ocupar la empresa/fábrica para que el dueño no pueda vaciar la empresa/fábrica más. Muchas de las empresas/fábricas tenían deudas enormes con los trabajadores y inversionistas. Entonces los trabajadores ocuparon las empresas/fábricas para asegurar el pago de los sueldos atrasados . Después los trabajadores se enfrontaron con la dificultad de presionar para el derecho de ser un cooperativo controlado por sus trabajadores. “Resistir” está relacionada el periodo de tiempo entre la ocupación inicial y la legalización de su empresa/fábrica como un cooperativo (este periodo es muy difícil porque los trabajadores usualmente no pueden producir ni ganar sus ingresos). Finalmente, el periodo de “Producir” refiere al fututo de la empresa/fábrica y la producción normal. Desafortunadamente, la mayoría de las empresas/fabricas recuperadas sólo pueden producir entre 30-60% de su producción máxima como resultado de la escasez de ayuda financiera y los limites tecnológicos y productivos (Vieta, 2005).
Pero hay muchas dificultadas para las ERTs, una que es común entre todos es la idea que los ingresos de la empresa no son suficientes para pagar los sueldos completos de sus empleados. Entonces, muchas de las ERTs han logrado un sistema más capitalista y menos cooperativa para maximizar sus ingresos. Así es difícil tener en mente las ideas y los principios básicos que realmente fundaron la empresas recuperada: es muy fácil a perder el espíritu colectivo frente a posibilidad de quebrarse. También muchos de los trabajadores se dieron cuenta de que “lo que las funde es el costo patronal” (Lavaca, 2004). Así los trabajadores se ven realmente que hicieron los patrones de la empresa/fábrica originalmente: invertir en los materiales más básicos. Estos materiales básicos incluyen los altos sueldos, y prebendas gerenciales, las comisiones, los viáticos y el pago de consultores entre muchas más. El problema es que ahora los trabajadores tienen más y más responsabilidades que a veces son demasiadas (Lavaca, 2004). Pero, muchas de las empresas que salen bien deben este éxito a innovaciones técnicas de sus empleados para reparar un parque maquinario saqueado y viejo y mejorar los procesos de producción. Estos logros no hubieran sido posibles bajo de una gerencia con principios puramente capitalistas donde los empleados normalmente usaban sólo unas aptitudes específicas en su trabajo (Vieta, 2005). Aunque el camino a ser una empresa/fábrica recuperada es difícil, muchas que ya son tienen una defensa basada en la convicción de sus trabajadores y el apoyo de una red de vecinos, asambleas barriales, organismos de derechos humanos y partidos políticos (Lavaca, 2004).
Lo más importante es que estas empresas están logrando la productividad y cambiando los procesos laborales en general. Aunque las ERTs son pequeñas y pocas a nivel macroeconómico, son muy importantes a nivel social en la Argentina. Hemos visto como el plan económico del pasado no salió bien y estas empresas tratan de cambiar este plan. Ellas intentan ofrecer otra perspectiva y otra manera de dirigir una empresa que es más responsable socialmente (los empleos son partes integrales al éxito de la empresa) y está más basada en la inversión interna (es decir que la inversión es nacional y así al crecer los ingresos no salen directamente del país).
Hoy en día la economía de Argentina sigue manifestando unos efectos de la crisis financiera y económica del 2001. Pero es evidente que hay diferencias en la estructura de los bancos y el sistema financiero del país. Si bien hay mucha inversión extranjera, pero las empresas nacionalizadas son otra vez más poderosas en la Argentina (como el Banco de la Nación de Argentina). Según el punto de vista de la sociedad este crecimiento actual no es impresionante, y Argentina tiene mucho que hacer para establecer mejores situaciones interiores con respecto a la pobreza y la contaminación. La verdad es que la devaluación del peso era fundamental y también es cierto que la economía aparece mejor. Pero la base de la economía argentina sigue siendo muy parecida al pasado y por eso no se sabe ahora si en el futuro la economía será mucho más estable. Entonces, ¿cómo se puede prevenir otro desastre económico? Nadie realmente sabe exactamente, pero la Argentina está tratando de mejorar su economía y agregar más industrias de productos secundarios para estar menos dependiente de las importaciones de otros países y de desarrollar más la oportunidad de auto-suficiencia.
Bibliografía
Brown, Jonathan; A Brief History of Argentina, Facts of File Inc., New York, 2003.
Connell Smith, Gordon; El Sistema Interamericano, cap. 6 y 7, Fondo de Cultura Economía, México, 1971.
González, Gloria. La Economía Latinoamericana Middlebury College, Middlebury, Vermont, 2006.
Lavaca; Sin Patrón: Fábricas y empresas recuperadas por sus trabajadores. Una historia, una guía, Cooperativa de Trabajo Lavaca Ltd., Buenos Aires, 2004.
Mastromauro, Daniel; “El crecimiento de las economías de exportación, la crisis de 1930 y el surgimiento del populismo en América Latina”, en Contribuciones Nº 2/98, Fundación Honrad Adenauer, Buenos Aires, 1998.
Trigona, Marie; “Recuperated Enterprises in Argentina: Reversing the Logic of Capitalism,” en Americas Program Citizen Action in the Americas, Nº19, Americas Program, New Mexico, 2006.
Vieta, Marcelo; “Argentina’s worker-recovered Enterprise Movement,” en New Socialist, Nº57, New Socialist Magazine, Canada, 2006.
Yo estoy de acuerdo con Katherine que el lenguaje es un obstáculo muy grande con nuestras vidas nuevas. Al responder a la respuesta de Alex, puedo sentir un sentimiento similar de “limbo” entre ingles y español. Tengo un vecino a quien le gusta visitarme en la casa para charlar. Muchas veces, él quiere saber como se dice algunas palabras en ingles. Pero, me siento muy extraño cuando no puedo pensar en la palabra. Pienso que mi español es mucho mejor que cuando llegué en Montevideo, pero todavía necesito perseguir para continuar mi aprendizaje. Entonces, estoy de acuerdo con Alex que para mejorar mi lenguaje, lo más importante es viviendo completamente en español. Escuchando y tomando apuntes en mis clases también es difícil, pero para mí las situaciones sociales son las más difíciles. Para escuchar constantemente todavía requiere mucha esfuerza, y es difícil mantener conversaciones largas con otras jóvenes a quienes hablan muy rápido. Cada día es un poco mejor, pero espero que con la falta de ingles, mi español pueda continuar mejorando.
-Katy Adams
Haris Ghertsos
Trabajo Final
LOS ARTISTAS DEL PUEBLO, especialmente Abraham Vigo.
El Arte y el mundo artístico en general conforman una gran parte de Buenos Aires. Esto se ve plasmado en la infinidad de actividades culturales presentes en la ciudad, que van desde recitales musicales de todo tipo a obras de teatro, muestras de pinturas y esculturas, entre otras actividades.
Personalmente me encanta el arte y por eso mi ensayo se va a enfocar en el arte de Buenos Aires. Específicamente me interesa centrarme en un movimiento cultural particular denominado: "Los Artistas del pueblo", quienes se originaron en los años 20. Dentro del movimiento, voy a enfocar más particularmente en un artista llamado Abraham Vigo. El movimiento Artistas del Pueblo deseaban significar, con su nombre, a los artistas de las personas comunes. Sus artistas querían mostrar mediante sus trabajos las distintas problemáticas que se presentaban en la sociedad en la que vivían, y no solamente mostrar un estilo artístico particular. Para poder ver y sentir aquello que pensaban los integrantes del movimiento, en este ensayo voy a contar sus historias y sus pensamientos. Así como también voy a presentar una entrevista que realicé al hijo de uno de los artistas, quién se llama Ariel Vigo, hijo de Abraham Vigo.
Mi aproximación con el movimiento "Los Artistas del Pueblo" comenzó el día que fui al "Museo Sívori" ubicado en el barrio de Palermo. En este lugar conocí a Antonia, quién me ayudó mucho para el acopio de información, así como también me facilitó el teléfono del hijo de unos de los integrantes de los Artistas del Pueblo. Con él me comuniqué y arreglamos una cita, de esta forma el sábado 21de Julio fui a la casa de Ariel. El encuentro me sorprendió gratamente ya que me encontré con una de las personas más cariñosas que conocí en mi vida, así como también poseía toda la energía aún teniendo 86 años de edad. La casa de Ariel estaba ubicada en la avenida Boyacá del barrio de Flores. El objetivo del encuentro era tener una conversación sobre su padre, sin embargo fue una experiencia mucho más rica que sólo una entrevista. Ariel me contó distintas experiencias de su padre, como también me contó sobre su vida. La conversación se produjo alrededor de una taza de café, mientras comíamos los alfajores que yo había comprado para el encuentro. En la casa de Ariel no gravé la conversación, es por eso que el diálogo que escribo a continuación es una reconstrucción del producido. También quiero aclarar que la entrevista fue más una charla, es por eso que la reconstrucción no refleja fielmente lo que sucedió, sino que es un esqueleto general de lo que conversamos.
Haris: ¿Cómo pasaba tu papá su tiempo libre?
Ariel: jaja dibujando. Todo el tiempo, a veces se quedaba durmiendo y dejaba sus cosas en sus pies, nunca podría parar de dibujar.
Haris: y ¿qué dibujaba más?
Ariel: personas. Le encantaban las personas, dibujar a las personas. Por ejemplo hizo sólo una naturaleza muerta y muy pocos paisajes.
Haris: ¿Tuviste una buena relación con él?
Ariel: Si. Me gustó mucho pasar tiempo con él y hablar sobre sus experiencias.
Haris: ¿Qué tipo de persona era?
Ariel: Muy chistoso y al mismo tiempo muy cariñoso, incluso cuando tenía que estar serio.
Haris: ¿Hizo sólo grabados?
Ariel: No, hizo también unas pinturas para unos comerciales. Para él también hizo esculturas pero pocas.
Haris: ¿Dónde se juntaron con los otros artistas?
Ariel: Siempre se juntaron en la casa de Guillermo Facio Hebequer, porque en su casa tenía más espacio que la de los otros.
Haris: ¿Extrañas a tu padre?
Ariel: y si. Extraño su buen humor, sus ideas, nuestras conversaciones.
Como se puede ver no fue grande la entrevista porque me dio libros con todas las obras de su papá, sin embargo hay más anécdotas que voy a contar más adelante. Fue una experiencia y una tarde increíble. La pasé muy bien con Ariel, charlemos por tres horas y hablamos sobre todo. Conversamos de su vida, su padre, su esposa (a quién siempre se refirió como "mi señora"), sus sobrinos, nietos y sus hijas. Me pareció que era una persona que se encontraba muy sola y eso me puso un poco triste, pero ya tiene 86 años y está contento y activo. En ese momento estaba organizando una muestra de su padre en el "museo Quiquela Martín" en el barrio de La Boca y me pareció que estaba muy contento por eso.
Volviendo al tema más general de los Artistas del Pueblo, para los integrantes del movimiento el arte debía ayudar a crear una sociedad más justa, y para lograrlo eliminaron cualquier aproximación al arte que sólo se limitara al campo estético exclusivamente. Como dijo Guillermo Facio Hebequer, uno de sus integrantes, "Alguien llamó al grupo de pintores y escultores que formamos y seguimos formando todavía, con Riganelli, Arato, Vigo y Bellocq, Artistas del pueblo. La frase nos parece justa y el título honroso. Interpretar la conciencia del pueblo fue siempre nuestra más alta aspiración" (p. 19)
De manera muy general voy a decir una palabras de algunos integrantes. En primer lugar Facio Hebequer fue uno de los miembros más "complicado" de todos, al ser el más serio, el más ordenado y pacato del grupo. Vivió en un chalet de Vicente López rodeado de naturaleza y de confort. Sus trabajos incluyen pinturas, aguafuerte y literatura. Por otro lado Arato era grabador y pintor. Este último trabajaba en diversas técnicas de grabado como aguafuerte, xilografía, grabado en dulce y barniz blando. Sus producciones estaban siempre ligadas a los arrabales porteños, centrándose en la condición humilde de sus habitantes: familias proletarias, fabriles, marginales. El realismo crítico, originando en la prédica anarquista, atraviesa toda la obra de Arato. En sus obras encontramos macizas figuras que se muestran doblegadas por el peso de la miseria, denunciado dramáticamente una situación social. La estética que se puede ver esta vinculada a un ética que conlleva un profundo sentimiento humanitario.
Otro integrante del movimiento fue Bellocq, quién era también un grabador, pintor e ilustrador. Este artista aprendió las técnicas de grabado trabajando en los talleres Gráficos Musicales de Breyer Hnos. En 1929 Bellocq recibe su primer premio de grabado en el salón nacional, y en 1973 la medalla de plata en la exposición Internacional de Paris. Fue un gran conocedor de las técnicas gráficas, xilografía, aguatinta, aguafuerte, cincografía y litografía. En sus obras están presentes los suburbios urbanos, el mundo del trabajo, la marginación, la explotación del hombre por el hombre y la pobreza.
Siguiendo con la pequeña descripción encontramos a otro artista llamado Riganelli. Era un escultor, quién dibujó y modeló cabezas de locos, de vagos y de santos. También modeló bellas cabezas de mujeres con una sensualidad fascinadora y extraña. Este artista se conoció con otro llamado Fació en el barrio de la Boca. Fació dijo sobre él " La primera vez que vi a Riganelli, estaba parado en una calle de la Boca, dibujando unos tipos. Me hizo gracia. Después fuimos grande amigos" (p.6)
Por último Vigo fue un artista que vivió en el barrio de Flores. Este era menudo y serio, con una sonrisa siempre necesaria para la cortesía y la bienvenida. Su barba ligeramente subrayada le daba una expresión de desdén y amargura. Parecía un hombre cerrado como si su alma pocas veces salía a la luz, con miedo de ser herido. Junto a su padre aprendió el oficio de pintor de paredes y después estudió en el Anexo sur de la Sociedad estímulo de Bellas Artes donde conoce a los futuros Artistas del Pueblo. Con la ayuda de Facio, Vigo aprende la técnica de aguafuerte con la cual realiza su primera serie de grabados. En la década del veinte se dedica a la caricatura y la ilustración en periódicos obreros y de izquierda. En 1933 Vigo realiza sus obras más importantes: La Quema, Luchas proletarias, Simbólicos. En sus últimos años prefirió la xilografía. La activa militancia política de Vigo es un elemento importante de su obra, caracterizada por su adhesión a un sincero realismo de intención didáctica. Murió el año 1957.
Los grabados de Abraham Vigo
Sus obras muestran el anhelo de justicia, redención social y libertad, así como también demuestran la comprensión del egoísmo y el abuso en la que se encontraban los trabajadores. Sus exposiciones contenían en gran parte la labor recién comentada en 68 planchas, las cuales estaban resueltas de mano con distintas técnicas: aguafuerte, barniz blanco, pintura, xilografía, monocopia y aguantina. Su temática incluyen diferentes motivos, van desde un símbolo cáustico de carácter social a una versión alegórica de lucha hasta la serenidad de la vida rural en la materna generosidad de la tierra.
Su técnica de aguafuerte le permitió resolver con vigor los problemas del espacio, de estructura y de forma. La línea que usaba muestra en sus dibujos una expresividad genial. Sus trabajos están llenos de un espíritu y de una espléndida inspiración. Las obras nos transmiten un mensaje humano, el cual esta expresado a través de una técnica apreciada que da a su obra un carácter único y una vibración que la sitúan en la categoría de la mejor tradición del grabado.
En el panorama de la plástica porteña de los años veinte un grupo de artistas cuyos nombres mencioné antes se presentó con características propias. Se los bautizó en un principio como el "Grupo de Barracas" cuando en la década del diez se reunían en el barrio, en el taller de Facio Hebequer. Luego ellos cinco se bautizaron como "Grupo de los cinco" para firmar encendidas notas de arte en el diario La Montaña. Pero la designación más apropiada fue la de Artistas del Pueblo. Cómo dijo Adolfo Bellocq "para nosotros fue un título de gran satisfacción por ser realmente así, de acuerdo a la tremenda lucha emprendida en bien de la difusión de un arte con carácter y mensaje social" (p. 9).
Los grabados que realizaron los integrantes del movimiento poseen un sentido propio y distinto. A diferencia de una pintura típica, de un cuadro de caballete, el grabado jamás es obra única pero la multiplicidad de las copias permite la multiplicidad de poseedores, lo hace de una propiedad más colectiva. Así como también lo económico de los materiales empleados hace de él un producto accesible para muchos. Sobre todo las distintas técnicas del grabado conservan el sabor artesanal del trabajo artístico, y de esta manera trabajando en gubias y buriles los artistas del pueblo se aproximaban al trabajo manual como verdaderos obreros del arte. En mi experiencia personal hace un año realicé también unos grabados en una clase de arte, la técnica me gustó mucho e investigar sobre el tema me hizo acordar mucho sobre esta experiencia. El grabado te da un sentimiento diferente al de una pintura, ya que el grabado tiene un proceso más largo y distinto.
A modo de cierre sé que este trabajo escrito no muestra una experiencia personal, pero para mí refleja algo muy importante que no encontramos tanto hoy en día. La comunicación pura entre las personas, como podemos ver entre estos Artistas del Pueblo, así como la necesidad de mostrar a través de sus obras la vida y la realidad. Cuando hablé con Ariel me expresó algo muy importante: "las personas hoy en día no valoran lo viejo, y hoy el sentido de las obras de arte no refleja explícitamente lo que desean transmitir, ni se comprometen tanto con causas sociales" Hoy en día el arte tiene un valor diferente, sin caer en generalizaciones, se puede decir que con las producciones más abstractas se perdió la esencia antigua que deseaban transmitir los Artistas del Pueblo.
fui yo, ezra
Algo que siempre digo cuando hablo con mis amigos/familia en los Estados Unidos o con conocidos acá es que en cualquier hora del día, cualquier día de la semana, hay algo pasando en esta ciudad para cada persona, cada gusto. Durante su tiempo libre, los porteños ocupa su tiempo haciendo actividades (clases de ejercicio, arte, conciertos), mucho de los cuales son gratis. Un poco de tiempo con el periódico acá y encontré dos ciclos de conciertos de música clásica gratis. Solamente un ejemplo de la multitud de oportunidades culturales (y gratuitas) que existen. Y cuando la gente no están haciendo, son simplemente reuniendo. Yo he encontrado, y imagino que muchos otros tambien, que los vínculos familiares son muy fuertes acá. Cada domingo la familia extendida de mi familia argentian reune en nuestro casa para un almuerzo grande que ocupa varias horas-- mucha charla, vino, compartiendo noticias personales de la semana, debatiendo sucesos recientes. Y durante las tardes los fines de semana yo y mis amigos argentinos reunimos en el departamento de uno o en una plaza para tomar mate. Me da mucho gracia, porque es como utilizamos el acto de tomar mate como excusa para reuinir, es lo que nos unen. Pero simplemente es el nombre del evento (y si actualmente tomamos mate), pero mas que nada es tiempo para charlar/discutir/escuchar música. Es "hanging out" con un nombre más oficial.
En cuanto a la relación entre el tiempo libre y el trabajo, la importancia de las relaciones/vinculos humanos también está sobresaliente. En mi pasantia, mis compañeros trabajan mucho, pero es de primer importancia uno hace el tiempo para saludar a todos presentes en la oficina con un beso al entrar, y a saludar a cada sigiente persona quien viene. Mi pasantía está compuesta mayormente por jóvenes en sus veintes, entonces no se si eso es el caso en otros ámbitos de trabajo, pero tampoco existe mucha división entre relaciones de trabajo y relaciones sociales. Mis compañeros invitan uno a otro a sus fiestas de cumpleaños, salimos a almorzar.
Un comentario sobre el "post" de Moriah acerca los horarios acá. Justo hoy estaba hablando con un compañero de trabajo sobre la diferencia de horarios entre acá y los EEUU, todo está mucho más tarde acá..... almorzamos más tarde, cenamos más tarde, salimos más tarde, y regresamos a la casa más tarde. Pero tampoco es que todo está hecho con menos intensidad, más tranquilo, más tarde. No.... tambien la gente se despierta tempranito y va a la escuela a las 7 de la mañana.
-Charlotte Riggs
